Paulinho e as fotocópias
Confesso que ouvi a noticia das fotocópias que o Paulo Portas tirou de documentos confidenciais do Ministério da Defesa Nacional (MDN) antes da sua saída um pouco por alto, mas uma coisa não me sai da ideia: será que, se fosse (por exemplo) um funcionário público a tirar fotocópias de documentos para levar pra casa depois da reforma, não estaria a esta hora a ser já investigado pelo Ministério Público, acusado - no mínimo - por espionagem?
E segundo o Expresso não foram só umas “copiazinhas”, foram mais de 60 mil cópias. E depois lê-se no Expresso online:
«”São os meus documentos de sete anos de presidente do CDS e de três à frente do ministério”, explicou»
Que no Ministério estivessem os documentos de 3 anos à frente de Ministro da Defesa Nacional, tudo bem. Mas o que faziam lá os documentos de 7 anos de presidente do CDS? E mesmo que tenha sido pago do bolso dele e que tenha sido ele mesmo a classificar tais documentos como “reservado” (é o que ele disse, referido no mesmo artigo), se os classificou dessa forma, por alguma razão foi. Se são documentos reservados do MDN, o que fazem eles na casa do Sr. Portas ou no n.º 5 do Lg Adelino Amaro da Costa?
Pode ser que outros artigos respondam a estas perguntas.